Discografia

Título
Armande de Polignac: Piano Works
Compositores
Armande de Polignac
Intérpretes
Bruno Belthoise e João Costa Ferreira
Etiqueta: Grand Piano (Naxos)
Ref.: GP954
Ano: 2026
Apoios: Fondation Singer-Polignac, Les Nouveaux Talents
Prémios: Medalha da Fundação Singer-Polignac

Crítica: “Pergunta-se como esta música, de uma vivacidade impressionante, caiu no esquecimento […]. Embora os primeiros Prelúdios sejam apenas agradáveis, grande parte do restante é notável e, à luz desta excelente gravação, a sua música merece certamente atenção.” (traduzido) – Rob Challinor in MusicWeb International (22/03/2026)

“… começamos a descobrir os verdadeiros talentos desta compositora… uma exploração impressionante da sonoridade… Todas as interpretações são polidas e seguras, apresentando da melhor forma possível esta voz esquecida.” (traduzido) – in International Piano (03/2026)

“Uma descoberta grandiosa!” (traduzido) – Michel Dutrieue in Stretto (02/2026)


Título
José Vianna da Motta: Poemas pianísticos, Vol. 2
Compositores
José Vianna da Motta
Etiqueta: MPMP Património Musical Vivo
Ref. 9MCCD00081
Ano: 2024
Apoios: Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, Câmara Municipal de Leiria, República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes, Fundação Millennium BCP, Fundação GDA, Camões – Centro Cultural Português em Paris, Antena 2, Les Nouveaux Talents, Ava Musical Editions

Crítica: “Para o pianista foram anos de investigação; para o ouvinte são minutos de deleite.
[…]
O trabalho de João Costa Ferreira é imenso e estende-se por cerca de uma década, com a interpretação a constituir ‘apenas’ a última etapa do projecto. Antes disso, o pianista procedeu a um meticuloso processo de recuperação das partituras originais, preservadas na Biblioteca Nacional de Portugal, algumas deterioradas, com partes rasgadas ou notas sobrepostas, tornando necessária uma análise minuciosa e precisa para decifrar a ideia original do compositor.
Esta série discográfica representa assim mais do que um exercício técnico de interpretação pianística. Revela um lado precoce de Vianna da Mota (sic) e permite em simultâneo uma visão mais completa do seu legado e do seu contexto cultural específico.” – Maria Augusta Gonçalves in Jornal de Letras (05/03/2025)


Título
Une Semaine Du Petit Elfe Ferme-L’oeil, Suivi de La Petite Fille aux Allumettes
Compositores
Florent Schmitt
Clara Belthoise Josse
Intérpretes
Bruno Belthoise, Clara Belthoise Josse, Béatrice Belthoise e João Costa Ferreira
Adaptação
Bruno Belthoise e Béatrice Belthoise
Etiqueta: Frémeaux & Associés
Ref. FA917
Ano: 2024

Crítica: “x.” – x in x (xx/xx/xxxx)


Título
Dialogues | Diálogos
Compositores
José Vianna da Motta; Jean-Pierre Deleuze; Gabriel Fauré; Sérgio Azevedo; Camille Saint-Saëns; Olga Silva; Florent Schmitt; Carlos Marecos; Fernando Lopes-Graça
Intérpretes
João Costa Ferreira e Bruno Belthoise
Etiqueta: Coriolan / Inventive Art Music
Ref. COR 202005
Ano: 2022
Apoios: Temporada Portugal-França 2022; Camões – Instituto da Cooperação e da Língua; Fundação GDA; Antena 2; AvA Musical Editions; Les Nouveaux Talents

Crítica: “Se há algo que de imediato pode materializar a Temporada Cruzada França-Portugal, assinalada no ano passado entre os dois países, e ir além do seu espírito, é este álbum de Bruno Belthoise e João Costa Ferreira […].
José Vianna da Mota, Fernando Lopes-Graça, Olga Silva, Carlos Marecos e Sérgio Azevedo cruzam-se aqui com os compositores franceses Camille Saint-Saëns, Gabriel Fauré, Florent Schmitt e o belga de expressão francesa Jean-Pierre Deleuze. O programa tem a particularidade de ser dedicado apenas a obras para piano a quatro mãos, o que literalmente aumenta os cruzamentos, impõe desafios à interpretação – desafios absoluta e maravilhosamente superados – e estabelece uma cumplicidade que contagia.
[…]
A edição física da “Dialogues, Diálogos” traz ainda um ‘livrinho’ bilingue, com pequenos textos de apresentação do projeto e de cada uma das obras […] num delicioso caleidoscópio de histórias, épocas e expressões, que sublinham a profunda dimensão humana estabelecida pelos “diálogos” do programa.” – Maria Augusta Gonçalves in Jornal de Letras (28/06/2023)

“Só podemos regozijarmo-nos com [a descoberta de Ein Dorffest de José Vianna da Motta], pois esta obra só há pouco tempo foi publicada e disponibilizada ao público melómano e aqui encontrarmos, finalmente, a sua materialização sonora. É uma obra de franca jovialidade, que Bruno Belthoise e João Costa Ferreira nos trazem aqui. Destaque-se que cada andamento partilha o mesmo material temático, o que nos dá a clara sensação de um tema e variações bem conseguido, e enfatizado superiormente pelos seus dois intérpretes. […]
Bruno Belthoise tem sido […], um intérprete e divulgador incansável [de Florent Schmitt e da sua obra Une Semaine du Petit Elfe Ferme-l’œil] originalmente para piano a 4 mãos. Atrevo-me a dizer que com João Costa Ferreira, Belthoise aqui firma uma interpretação incontornável: por exemplo, o segundo andamento La cignone lasse é interpretada de modo tão tocante que nos obriga a ouvir repetidamente para nos imbuirmos desta Sarabande de inefável magistralidade. E o que dizer do quinto e sétimo andamentos (La ronde des lettres boiteuses e Le parapluie chinois) que nos fazem saltitar na cadeira de tamanha excitação? […]
A Danse Macabre de Camille Saint-Saëns […] não passa despercebida neste trabalho discográfico: a famosa obra orquestral está aqui transformada num acto de contemplação da exploração das matizes tímbricas e orquestrais que um piano sozinho pode aspirar, especialmente às mãos de pianistas do calibre das de Bruno Belthoise & João Costa Ferreira. […]
A portentosa execução destes dois andamentos [da obra Mers Mortes de Jean-Pierre Deleuze] por parte de Bruno Belthoise e João Costa Ferreira, não pode ser suficientemente realçada: a capacidade de transmitir ao ouvinte este acinte, este repúdio e por consequência, esta fruição musical libertadora, só está ao alcance de músicos de primeira linha. […]
« Diálogos » é um trabalho discográfico de enorme riqueza, tesouro confluente e registo fundamental do fino entrosamento artístico destes dois pianistas, num só coração batente, de plena vida. Uma súmula de um mundo musical luso-francês de rara certeza e clareza.” – Nuno Jacinto in Da Capo, Revista Musical Portuguesa (28/02/2023)

“A amizade franco-portuguesa celebra-se neste disco. […] Este disco cria ligações entre as duas nações com um delicioso repertório de peças para quatro mãos. […] É um belo disco!” (traduzido) – Rodolphe Bruneau-Boulmier in France Musique (04/01/2023)


Título
José Vianna da Motta: Poemas pianísticos, Vol. 1
Compositores
José Vianna da Motta
Etiqueta: Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa (mpmp)
Ref. MPMPCD62
Ano: 2020
Apoios: Fundação INATEL; Fundação GDA; Antena 2; Les Nouveaux Talents; AvA Musical Editions
Prémios: Menção Honrosa do Grémio Literário

Crítica: “Este é um tesouro recém-revelado da música portuguesa, e um dos mais belos […]. Este é o jovem Vianna da Motta, com todo o instinto, todo o génio que desde sempre o caracterizou, é o jovem músico que o pianista e musicólogo João Costa Ferreira descobriu entre os originais depositados na Biblioteca Nacional, e que agora revela, numa sequência de “Poemas Pianísticos”, de puro fascínio. […] Os “Poemas Pianísticos” deste primeiro volume são acompanhados, um a um, pelas ilustrações de Mariana Santos – a artista Mariana, a Miserável –, numa sucessão de desenhos lindíssimos, protagonizados por uma personagem que se liga a cada uma das obras, caso a caso, de uma maneira muito própria. Música e ilustrações fazem da edição física deste álbum um dos mais belos objetos produzidos pelo mercado discográfico, em tempos mais recentes.” – Maria Augusta Gonçalves in Jornal de Letras (30/12/2020)

“O pianista João Costa Ferreira é sem dúvida o especialista mundial da música do português José Vianna da Motta. […] [Este disco] é uma colecção de peças que são como uma espécie de diário íntimo da sua alma [mas que] nos mergulha também na alma do seu país, onde a alegria se mistura muitas vezes com a nostalgia. […] [Este repertório] é interpretado por aquele que melhor conhece esta música.” (traduzido) – Rodolphe Bruneau-Boulmier in France Musique (23/12/2020)

“Talvez a revelação do dia, ou da semana, para os próximos tempos seja este disco de João Costa Ferreira. […] Aquele que é sem dúvida um dos grandes acontecimentos deste princípio do mês. […] Há muito para ouvir, muito para descobrir, incluindo [as] extraordinárias Inundações de Múrcia opus 28 que Vianna da Motta compôs aos 11 anos.” – Paulo Alves Guerra in Império dos Sentidos / Antena 2 (09/10/2020)


Título
Viana da Mota: Piano Works
Compositores
José Vianna da Motta
Etiqueta: Grand Piano (Naxos)
Ref. GP742
Ano: 2018
Apoios: Município de Leiria; Fundação Caixa Agrícola de Leiria; AvA Musical Editions; Antena 2

Crítica: “Dedicada ao rei D. Carlos, a primeira rapsódia é a mais extensa e possivelmente a mais exigente no que diz respeito à destreza digital e à interpretação virtuosística. […] João Costa Ferreira consegue transmitir perfeitamente a coerência da obra e domina as dificuldades de tal maneira que o ouvinte nem sequer fica com a impressão de que elas existem.” – Christine Wassermann Beirão in Revista Portuguesa de Musicologia, v. 7, n. 2 (2020)

“Gravação muito interessante que reúne uma primeira obra para piano “berlinense” de José Vianna da Motta com o importante ciclo das Cinco Rapsódias Portuguesas, embora seja indicada como a “primeira gravação mundial”. Interpretação muito boa.” (traduzido) – in Ritmo.es (11/2019)

“Imagine que você tenha descoberto obras-primas para piano solo há muito perdidas de Franz Liszt, e terá este disco de música do compositor português José Vianna da Motta. […] A sua própria produção inclui um volume importante de partituras para piano, sendo a Fantasiestück uma peça que exige solistas de peso e grande domínio do teclado. Em comparação, os Zwei Klavierstücke nach A. Böcklin formam um prelúdio mais leve para as brilhantes Cinco Rapsódias Portuguesas. Elementos de dança, momentos de música popular portuguesa e um toque de música sacra combinam-se para produzir um mosaico colorido com quarenta minutos de duração. Certamente, se estas obras tivessem o nome de Franz Liszt, fariam parte do repertório padrão dos intérpretes tecnicamente brilhantes de hoje, com grandes e generosas melodias disputando lugar. Claro que é necessário um pianista com visão para essas massas sonoras, e no jovem português João Costa Ferreira encontram o intérprete ideal. Nunca hesitando em adicionar rubati apropriados, nem em trazer romantismo aos momentos mais calmos como se fossem canções de amor, seu toque é cristalino e claro. A gravação francesa num Fazioli Grand é um verdadeiro exemplo de como capturar um belo timbre de piano. Minha recomendação mais enfática vai igualmente para o conteúdo, a performance e a qualidade sonora.” (traduzido) – David Denton in David’s Review Corner (02/2018)

“A João Costa Ferreira se ficam a dever a edição moderna rigorosa destas obras e este magnífico (e em alguns casos pioneiro) registo fonográfico, permitindo, simultaneamente, a redescoberta de um capítulo pouco estudado da História da Música em Portugal e o reconhecimento de um significativo contributo português para a etapa final do repertório europeu para piano do Romantismo.” – Rui Vieira Nery in folheto do disco


Título
Lisboa-Paris: Bruno Belthoise & Ensembles
Compositores
António Victorino D’Almeida; Edward Luiz Ayres d’Abreu; José Vianna da Motta
Intérpretes
Bruno Belthoise e João Costa Ferreira
Etiqueta: Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa
Ref. MPMP | MPCD38 & MPCD39
Ano: 2017
Apoios: Antena 2; AvA Musical Editions; Fundação GDA

Crítica: “O Bruno Belthoise tem sido desde há vários anos responsável por uma série de gravações belíssimas de repertório português para piano e por uma actividade constante e apaixonada de promoção internacional da Música portuguesa dos séculos XIX e XX. O João Costa Ferreira vai em breve lançar na NAXOS um disco excelente inteiramente dedicado a Viana da Mota. Ei-los aqui juntos, neste “Souvenir” a 4 mãos do Mestre Viana, […] parte de um magnífico CD duplo do Bruno, intitulado, significativamente, “Lisboa – Paris”, registando várias gravações ao vivo, a solo ou em formações de câmara, captadas nos últimos anos pelos microfones da RDP. Passei ontem o serão a ouvi-lo, deliciado, como já me tinha sucedido com o disco do João. Dois lançamentos marcantes de uma discografia de Música Portuguesa que felizmente se vai cada vez mais alargando pelo trabalho de uma nova geração de intérpretes portugueses e internacionais.” – Rui Vieira Nery in redes sociais